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  • Seu cavalo esta no peso certo

    Seu cavalo está no peso certo? Aprenda a avaliar o escore corporal

    Olhar de longe engana, principalmente com pelagem longa ou cavalo bem musculoso. O toque nos pontos certos mostra a verdade.

    Cavalo saudável no pasto sendo avaliado
    A avaliação periódica da condição corporal previne desde a desnutrição subclínica até distúrbios metabólicos por obesidade.
    Resumo rápido
    • O escore de condição corporal (ECC) usa uma escala de 1 a 9, avaliando depósitos de gordura em seis regiões específicas.
    • Para a maioria dos cavalos, o ideal fica na faixa de 4 a 6, variando conforme a modalidade e a rotina de trabalho.
    • Cavalo gordo demais é tão preocupante quanto magro demais: sobrecarrega articulações e aumenta riscos de laminite e síndrome metabólica.
    • Usar uma fita de pesagem aliada ao toque corporal pelo menos uma vez por mês garante acompanhamento preciso da nutrição.
    Escore corporal de 1 a 9 (Escala Henneke) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 magro ideal: em torno de 5 acima do peso
    Escala de Henneke, referência mundial para avaliação física em equinos ao toque e ao olho.

    Muita gente confia só na balança ou apenas na impressão visual. Nenhum dos dois é suficiente isoladamente: o olho se acostuma com o animal observado diariamente, e pelagens mais longas ou abdômen distendido por volumoso (o famoso “barrigudo”) podem mascarar a perda muscular e o emagrecimento real. O verdadeiro escore corporal exige apalpar pontos chave do corpo do animal.

    Anatomia da Avaliação: Os 6 Pontos de Apalpação

    A avaliação de Henneke direciona o toque para seis áreas principais onde o cavalo deposita gordura subcutânea. Veja no diagrama ilustrativo onde posicionar as mãos:

    1 2 3 4 5 6 1. Pescoço (Crista) 2. Cernelha 3. Lombo (Dorso) 4. Base da Cauda 5. Garupa e Quadril 6. Região das Costelas
    Regiões anatômicas essenciais para o exame tátil da cobertura de gordura no equino.
    • 1. Pescoço: Avalie a borda superior. Se houver acúmulo excessivo e rígido de gordura (“crista caída”), há risco aumentado de resistência à insulina.
    • 2. Cernelha: Nos animais muito magros, a estrutura óssea é protuberante. No animal ideal, o contorno é suave e arredondado.
    • 3. Lombo: Ao passar a mão ao longo da coluna, você não deve sentir os processos espinhosos proeminentes nem uma calha funda formada por gordura nas laterais.
    • 4. Base da Cauda: Sinta a maciez do tecido ao redor da inserção da cauda. Gordura esponjosa e saliente indica excesso de peso.
    • 5. Garupa e Quadril: A tuberosidade coxal (ponta do quadril) deve ser perceptível ao toque, mas não pontiaguda nem escondida sob grossa camada adiposa.
    • 6. Costelas: No peso ideal (escore 5), as costelas não são visíveis a olho nu, mas são facilmente palpáveis com uma leve pressão da palma da mão.
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    Monitore com Precisão: Fita de Pesagem Equina Profissional

    Além da apalpação, a fita métrica de pesagem é um acessório indispensável para acompanhar o ganho ou perda de massa do seu animal mês a mês. Ela calcula o peso aproximado através do perímetro torácico de forma rápida e segura.

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    O que fazer conforme o resultado

    Cavalo com Escore Baixo (Magro – ECC 1 a 3)

    Antes de apenas aumentar a quantidade de ração concentrada, investigue a causa primária do emagrecimento:

    • Odontologia: Pontas afiadas nos dentes causam dor e impedem a mastigação correta do volumoso.
    • Parasitológico: Verminose alta consome os nutrientes antes do animal absorvê-los.
    • Qualidade do Volumoso: Pastagem fraca ou feno fibroso sem valor nutritivo não mantêm o peso do animal.
    • Manejamento Social: Cavalos dominados em lote frequentemente não conseguem comer no cocho comunitário.

    Cavalo com Escore Alto (Gordo – ECC 7 a 9)

    O excesso de peso é um fator crítico para diversas patologias graves em equinos:

    • Sobrecarrega os cascos, articulações e o sistema cardiorrespiratório durante os exercícios.
    • Aumenta drasticamente a predisposição à Laminite Metabólica e à Síndrome Metabólica Equina (SME).
    • A correção deve ser gradual: reduza o concentrado, aumente o exercício de forma orientada e utilize pastoreio controlado. Jamais submeta o animal a jejuns drásticos.
    Atenção Veterinária: Perda de peso brusca sem alteração no apetite ou prostração repentina exige avaliação clínica imediata. Pode indicar úlceras gástricas, parasitoses graves ou afecções renais e hepáticas.

    Crie uma rotina de acompanhamento

    Escolha um dia fixo no mês (por exemplo, todo dia 1º), meça o perímetro torácico com a fita de pesagem, faça a apalpação dos 6 pontos e registre em uma caderneta. Tirar uma foto lateral do cavalo sob a mesma iluminação ajuda a formar um histórico visual impecável ao longo dos meses.

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    Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário ou zootecnista. Dietas e suplementações devem ser calculadas por profissionais habilitados.
    Trato Certo, cuidado de verdade com cavalos, cabras, vacas e cia.

  • Casco Rotina

    Casco do cavalo: a rotina de 5 minutos que evita grandes problemas

    Sem casco saudável não existe cavalo saudável. A boa notícia é que a maioria dos problemas dá sinais cedo para quem olha todo dia.

    Inspeção e cuidado do casco do cavalo no estábulo
    A inspeção e limpeza diária do casco é o pilar fundamental para a prevenção de claudicações e infecções equinas.
    Resumo rápido
    • Limpar e olhar os cascos todos os dias leva poucos minutos e antecipa quase todas as afecções.
    • Mau cheiro, calor na parede, rachaduras e pulso digital forte perto do boleto são sinais de alerta imediato.
    • Lama constante, esterco e umidade na baia são as principais portas de entrada para bactérias e fungos.
    • O uso do limpador de casco com escova facilita a remoção rápida de pedras e barro sem ferir a sola.
    • Casqueamento ou ferrageamento periódico é manejo sanitário indispensável, e não mero capricho estético.

    O casco equino é uma estrutura biológica extraordinária: ele suporta centenas de quilos em alta velocidade, absorve o impacto contra o solo e atua como uma autêntica “bomba vascular”, auxiliando o retorno do sangue das extremidades de volta ao coração. Quando o casco adoece, toda a biomecânica do cavalo é comprometida. O animal passa a andar com dor, compensa o peso na outra pata, perde rendimento no trabalho ou esporte e perde o apetite.

    O grande perigo é que a maioria das afecções nos cascos começa de forma silenciosa: um pequeno acúmulo de sujeira que gera fungos, uma pedra alojada na sola ou uma fissura quase imperceptível. O tratador ou proprietário que dedica apenas 5 minutos diários para examinar cada pata consegue identificar alterações no início, economizando milhares de reais em tratamentos complexos.

    Anatomia do Casco: Entenda cada parte

    Para inspecionar com eficiência, é fundamental conhecer as partes estruturais da sola e do casco equino. Veja no diagrama abaixo os pontos principais que devem ser avaliados durante a limpeza:

    Parede / Muralha Sola Linha Branca Ranilha (Sapo) Sulcos da Ranilha Bulbos / Calcanhar
    Vista inferior (sola) do casco equino indicando as estruturas anatômicas essenciais.
    • Ranilha (Sapo): A estrutura em formato de “V” no centro da sola. Deve ser firme e elástica. Se estiver mole, escura, desfazendo-se ou soltando secreção preta, é sinal claro de infecção (podridão da ranilha).
    • Sola e Lacunas: Os sulcos ao lado e no centro da ranilha acumulam pedras, lama e fezes. Limpe bem até enxergar a superfície real para checar se há pedras cravadas que causem hematomas.
    • Odor: Cheiro forte, fétido ou podre indica proliferação bacteriana e fúngica acelerada por umidade.
    • Parede do Casco: Verifique se há rachaduras (quartas), lascas grandes ou separação da linha branca.
    • Temperatura e Pulso Digital: Compare a temperatura das quatro patas com a palma da mão. Se um casco estiver nitidamente mais quente ou se você sentir a artéria pulsar forte e marcada atrás do boleto, fique atento.
    • Ferraduras: Verifique pregos frouxos ou tortos, ferradura folgada ou desgaste desigual da lâmina.
    1 Prender o cavalo 2 Levantar e limpar o casco 3 Olhar ranilha, sola e parede 4 Sentir calor e pulso 5 Anotar o que mudou
    A rotina completa leva cerca de cinco minutos por cavalo e vira um hábito simples de manejo diário.
    Limpador de Casco Ergônomico com Escova para Cavalo

    A Ferramenta Certa: Limpador de Casco com Escova Integrada

    Para garantir eficiência e conforto na sua rotina diária, utilize um limpador de casco 2 em 1 com cabo anatômico. Ele possui gancho metálico reforçado para remover barro e pedras presas, além de escova com cerdas firmes para varrer poeira e resíduos das fendas da ranilha.

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    Umidade, lama e higiene das baias

    Cascos expostos constantemente à lama ou à cama úmida impregnada de urina amolecem rapidamente. A queratina da parede e da sola perde resistência, criando o ambiente perfeito para bactérias anaeróbicas que causam infecções graves e abcessos dolorosos.

    Por outro lado, o excesso de aridez sem qualquer hidratação torna os cascos quebradiços e secos. O equilíbrio ideal envolve manter a baia sempre limpa e seca, oferecer um pasto com boa drenagem e higienizar diariamente os cascos removendo acúmulos orgânicos antes de recolher o animal à noite.

    Sinal Amarelo: Laminite é Emergência!
    Se o cavalo apresentar casco muito quente ao toque, pulso digital forte e visível, relutância extrema em caminhar ou estiver adotando a postura típica de “apoiar o peso do corpo nos membros posteriores”, chame um médico-veterinário imediatamente. A laminite avança rápido e o diagnóstico precoce salva a vida do animal.

    Organize o cronograma de manejo

    DiariamentePalpar a temperatura, passar o limpador de casco, raspar o acúmulo de lama/fezes e escovar a sola.
    SemanalmenteInspecionar o alinhamento das ferraduras, folgas de pregos e conferir surgimento de rachaduras.
    A cada 6 a 8 semanasAgendar o casqueamento profissional ou alinhamento e troca das ferraduras com o ferrador.
    Períodos ChuvososAumentar o cuidado com a drenagem dos piquetes e aplicar antissépticos indicados pelo veterinário.

    Lembre-se sempre: uma boa parceria entre o veterinário e o seu ferrador/casqueador garante a aprumada correta do animal, prolongando a vida útil das articulações e garantindo máxima performance do cavalo no campo ou na pista.

    Invista no bem-estar do seu cavalo

    Facilite o trabalho no manejo diário e proteja a saúde do seu animal com o limpador de casco profissional com escova.

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    Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Vacinas, vermífugos e tratamentos devem ser orientados por um profissional habilitado.
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